Ficha de revisão: PCX 160 (intervalos, peças, custo datado)
Tabela de revisão da PCX 160 com intervalos, peças e custo datado: correia CVT, óleo 10W-30, consumo de 44,5 km/l e garantia de 3 anos sem limite de km.
Publicado Atualizado Manutenção
10 min de leituraPor Sergio Arantes

A PCX 160 é a scooter mais vendida do Brasil, e a resposta completa pra dona dela é esta, com número e fonte. Revisões de 1.000 km mais uma a cada 6.000 km. Correia CVT original por R$317 e consumo perto de 44,5 km/l. E o mesmo bônus da linha Honda: garantia de 3 anos sem limite de km e óleo grátis da 3ª revisão em diante (MOTOO, 27/04/2026). A 2026 parte de R$ 18.710 na CBS e chega a R$ 21.050 na DLX ABS, com 156,9cc e câmbio automático.
Esta ficha segue o formato da casa (Biz 125, Bros 160, XRE 300) e alimenta a mesma Tabela viva. São 7 seções: moto em números, tabela parada por parada, peças, correia CVT, duelo CBS x ABS, consumo com autonomia e conta de 36 mil km. Sem marcha e sem corrente, a manutenção muda de figura: some relação e embreagem, entra correia e revisão de 12 mil salgada.
O que se leva
- PCX 2026: CBS R$ 18.710, ABS R$ 20.570, DLX ABS R$ 21.050 (PPS sem frete).
- 156,9cc líquido, 16 cv, CVT com Idling Stop, tanque 8 L, baú de 30 L.
- Revisões: 1.000 km + a cada 6.000 km; 12.000 passa de R$650, 24.000 passa de R$930.
- Correia CVT original R$316,52; garantia de 3 anos sem limite de km.
- Consumo ~44,5 km/l com autonomia de ~356 km por tanque.
A moto em números
Monocilíndrica OHC de 156,9cc com arrefecimento líquido: 16 cv a 8.500 rpm e 1,5 kgfm a 6.500 rpm, com injeção PGM-FI (MOTOO, 27/04/2026). Câmbio automático CVT V-Matic com Idling Stop, que desliga o motor parado e religa no acelerador. Nas versões ABS e DLX, controle de tração HSTC pra piso liso. Tanque de 8 L, peso de 124 a 126 kg, assento a 764 mm que alcança gente baixa sem drama.
O pacote urbano fecha com baú de 30 L sob o banco que engole capacete fechado, USB-C no porta-luvas e painel digital com aviso de óleo e revisão. Freios a disco de 220 mm na frente e LED completam (Consulta de Placa, 29/07/2026). Pneus 110/70-14 na frente e 130/70-13 atrás desde a geração 2023, com roda traseira menor pra ganhar espaço interno (Duas Rodas, 22/09/2022). Traseira a disco nas ABS, tambor de 130 mm na CBS. O assento em dois níveis acomoda garupa sem empurrar o piloto pra frente, e o assoalho plano aceita sacola entre os pés. Detalhe bobo que vira utilidade diária no mercado. Idling Stop tem botão dedicado e desliga quando você não quer: engarrafamento andando a 5 km/h com para e anda não pede motor apagando toda hora.

Tabela de revisões: parada por parada
O plano Honda pra PCX: primeira aos 1.000 km, depois uma a cada 6.000 km ou 6 meses, o que vencer primeiro (MOTOO, 27/04/2026). Entre paradas, a rotina de scooter é leve: nível de óleo pela vareta, calibragem semanal, freios e luzes. Sem corrente pra lubrificar e sem embreagem pra regular, sobra tempo pra rodar.
Os valores variam entre concessionárias, e a dispersão é o dado mais honesto desta ficha. Na Strack, tabela válida até 03/2025: 1.000 por R$65,46, 6.000 por R$112,28 e 12.000 por R$666,78. Depois: 18.000 por R$394,94, 24.000 por R$933,78, 30.000 por R$311,78 e 36.000 por R$749,94 (Strack Motos, 2025). Na Mundial, linha 2025-26: 1.000 por R$109,05, 6.000 por R$178,11 e 12.000 por R$951,38. Depois: 18.000 por R$612,35, 24.000 por R$1.448,73, 30.000 por R$651,29 e 36.000 por R$1.057,67 (Mundial Motos, 2025-26). Mesma moto, mesmo plano, diferença de até 55% na parada de 24 mil: cotar em duas lojas paga o tanque do mês.
As 2 primeiras têm mão de obra grátis e da 3ª em diante o óleo é grátis nas 7 revisões do programa. É o mesmo programa da linha CG e Bros: a Honda padronizou o benefício e quem compara ficha com ficha enxerga o padrão. Agende com folga e exija carimbo e assinatura no quadro de controle do manual: sem registro, a garantia vira discussão. Acima de 36.000 km a lógica recomeça pelos intervalos do manual do ano. E a regra da casa: use sempre a tabela do ano da sua PCX, porque item e preço mudam entre gerações.
Peças e códigos: o que entra na conta
Óleo Pro Honda 10W-30, o padrão da linha leve, com nível pela vareta e troca nos intervalos do manual. Detalhes no guia de óleo. Filtro de ar e vela seguem a tabela, com a vela saindo por R$75,43 e o filtro por R$83,16 na tabela Strack (Strack Motos, 2025). Pastilha traseira por R$178,54 e bateria por R$414,56 na mesma tabela: scooter com Idling Stop e partida constante cobra bateria em dia, como explico em bateria.
Freios merecem atenção de scooter: sem freio-motor de marcha, pastilha trabalha mais no anda e para. Fluido no prazo do manual, disco sem sulco fundo, tambor regulado na CBS. Pneu aro 13 atrás gasta rápido no asfalto quente: sulco e pressão do manual, sem alongar a troca. Motor com arrefecimento líquido pede olho no reservatório do líquido: nível entre as marcas com motor frio, completo com o fluido do manual. Correia tem seção própria abaixo, porque é o item que define o custo da PCX.

CVT e correia: o coração da scooter
Sem marcha e sem corrente, a transmissão é CVT por correia. Polias que variam sozinhas e uma correia dentada que transfere tudo. Vantagem diária: zero troca, zero embreagem, trânsito liso. Custo programado: a correia original sai por R$316,52 à vista, ref 23100K1ZJ11, servindo PCX 160 2023 a 2026 e ADV 160 (Moto Clube Honda, set/2026). Some mão de obra de abrir o CVT e a revisão onde ela entra passa de R$900 fácil.
Sintoma de correia cansada: saída patinando, giro alto sem resposta, trepidação arrancando, velocidade final caindo. Correia estoura sem avisar quando passa muito do ponto: a scooter para onde estiver. Por isso a inspeção do CVT entra nas revisões grandes e a troca segue o manual do ano, sem alongar por economia. Rolete e mola do CVT se avaliam junto: abrir o CVT pra trocar só a correia e ignorar o resto é pagar mão de obra duas vezes. Na entrega da revisão grande, pergunte o que foi medido no CVT e peça a correia velha de volta: peça na mão conta a história sem filtro.
CBS x ABS e o HSTC: o duelo decidido pelo piso
CBS reparte o pedal entre as rodas e resolve a cidade seca com simplicidade e preço menor. ABS de 1 canal na dianteira evita a travada que derruba no susto e no molhado. Nas ABS entra ainda o HSTC, controle de tração que corta injeção quando a traseira gira mais que a dianteira. Pra quem roda com chuva, o pacote ABS com HSTC vale a diferença de R$1.860 no PPS.
A DLX ABS soma acabamento e cor exclusiva por mais R$480 sobre a ABS. É compra de gosto, não de segurança: o conjunto mecânico e eletrônico é o mesmo. Minha régua é simples. Primeiro scooter ou muita chuva no trajeto: ABS. Orçamento no limite e cidade seca: CBS com pneu bom e revisão em dia entrega conta menor sem drama.
Consumo e autonomia: a conta do tanque
Consumo urbano perto de 44,5 km/l em levantamento de mercado (Consulta de Placa, 29/07/2026). Com tanque de 8 L, a autonomia calculada passa de 350 km: 8 vezes 44,5 dá 356 km (conta desta página). Na prática de entrega com Idling Stop ligado e mão leve, o número segura; com garupa, pressa e subida, cai pra casa dos 38 (estimativa de uso pesado). Piloto que mede no app a cada tanque conhece a sua média de verdade em um mês.
O Idling Stop ajuda de verdade no semáforo paulistano: motor desliga parado e religa no acelerador, sem partida arrastada. Ele cobra bateria saudável em troca, então bateria fraca e Idling Stop ligado viram partida preguiçosa no rush. Tanque de 8 L com esse consumo pode significar posto a cada 4 ou 5 dias pra quem roda uns 60 km por dia. É autonomia que dispensa planejamento de posto no dia a dia.

A conta de 36 mil km e o veredito
Somando as 7 paradas de 1.000 a 36.000 km: cerca de R$3.235 na Strack e R$5.009 na Mundial (conta desta página sobre as tabelas citadas). Média mensal em 3 anos de uso: R$90 a R$139 só de revisão programada, sem pneu nem imprevisto. Guarde todas as notas e o manual carimbado: na revenda, histórico completo de concessionária vale mais que qualquer anúncio bem escrito. Some a correia no período e a conta sobe R$317 mais a mão de obra do CVT. Garantia de 3 anos sem limite e óleo grátis da 3ª em diante amortecem, mas não apagam a diferença entre lojas.
Veredito por perfil: entregador urbano ganha na PCX o que a CG cobra em marcha e embreagem, e paga de volta em revisão cara e correia. Dono de deslocamento curto com revisão em concessionária barata faz a conta mais mansa da categoria. Caçador de preço de revisão cota duas lojas antes de agendar: a dispersão medida aqui passa de R$1.700 em 36 mil km. Scooter se paga no dia a dia e se cobra na revisão grande: sabendo disso, a compra é consciente. Quem roda 20 mil km por ano chega na revisão de 24 mil antes de 18 meses: provisione a grande desde a compra.
Perguntas frequentes
Quanto custa revisar a PCX 160?
As baratas de 1.000 e 6.000 ficam entre R$65 e R$178; as grandes de 12.000 e 24.000 vão de R$667 a R$1.449 conforme a loja. Vale a tabela da concessionária do ano, sempre cotando em duas.
Quando troca a correia do CVT?
Na inspeção e no intervalo do manual do ano, sem alongar. A peça original sai por R$317 mais mão de obra. Sintoma de atraso: patinação na saída e final caindo.
Qual o consumo real?
Perto de 44,5 km/l no urbano em levantamento de mercado, com autonomia acima de 350 km no tanque de 8 L. Garupa e pressa derrubam pra casa dos 38. Meça no app a cada tanque por um mês antes de discutir número com qualquer um: média anotada vence achismo de grupo.
CBS ou ABS?
ABS com HSTC pra chuva e primeiro scooter; CBS pra cidade seca com orçamento apertado. A diferença no PPS é de R$1.860 e a DLX cobra R$480 a mais só de acabamento.
Qual óleo vai na PCX?
Pro Honda 10W-30, o padrão da linha, com nível pela vareta e troca no intervalo do manual. Detalhes no guia de óleo. Scooter bebe pouco entre trocas quando saudável: baixou muito, investigue vazamento e respiro antes de só completar.
Revisão fora da concessionária perde garantia?
Garantia de 3 anos sem limite exige o plano do manual e carimbo da rede nas revisões programadas. Fora da rede no período, o risco de negativa em defeito coberto é real: leia o manual do ano.
Idling Stop estraga a bateria?
Ele cobra bateria saudável, não estraga bateria boa. Partida constante pede bateria em dia e bornes limpos. Se a partida ficou preguiçosa no rush, teste a bateria antes de culpar o sistema: troque primeiro o que é consumível.
Conta feita: o próximo passo
PCX 2026 de R$18.710 a R$21.050. Revisão programada de R$3.235 a R$5.009 em 36 mil km. Correia de R$317 e 44,5 km/l no tanque de 8 L. Scooter se escolhe pela conta, não só pelo conforto.
Compare com a Biz 125 e a Bros 160, veja no manual de manutenção de moto o que vence entre uma parada e outra, e decida a loja em concessionária ou mecânico. Já teve PCX? Me conta o consumo real da sua que eu afino esta ficha. Ficha viva: preço e peça mudam, e esta página acompanha.
O que mudou (changelog)
- 2026-09-12: publicação. Preços PPS e FIPE abr/2026, tabelas Strack/Mundial datadas, correia ref. set/2026.