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Ficha de revisão: Biz 125 (intervalos, peças, custo datado)

Tabela de revisão da Biz 125 com intervalos, peças e custo datado: óleo 10W-30, vela CPR6EA-9, ES ou EX, consumo de 60 km/l e conta anual.

Publicado Atualizado Manutenção

10 min de leituraPor Sergio Arantes

Scooter amarela estacionada em rua urbana ao entardecer
Foto: Pexels (pexels.com/photo/13581703)

A Biz 125 é a segunda moto mais vendida do Brasil, atrás só da CG 160 — e a resposta curta pra dona dela é esta: revisão segue o manual com óleo 10W-30 e checagens a cada parada, vela CPR6EA-9 e filtros nos intervalos da tabela, e o kit original com óleo, vela, filtro de ar e junta sai por cerca de R$ 228 (Moto Clube Honda, 2026). A EX 2026 flex parte de R$ 16.030 e faz cerca de 60 km/l na cidade, com 5 litros no tanque e 300 km de autonomia.

Esta ficha destrincha a motoneta como as outras da série: a moto em números, a tabela parada por parada, as peças codificadas, o duelo ES contra EX, o consumo real e a conta anual. O formato é o mesmo da CG 160 e da Fazer 250, e alimenta a mesma Tabela viva: aprendeu uma, lê todas — aprendeu uma, lê todas. E o método de revisão preventiva está no manual de manutenção.

O que se leva

  • Biz 125 EX 2026: flex, R$ 16.030, 123,9cc com 9,53cv, câmbio semi-automático sem embreagem, CBS com manete esquerda.
  • Revisão: óleo 10W-30 (0,9 L por troca), vela CPR6EA-9, filtros e fluidos nos intervalos do manual do ano; 2 primeiras revisões com mão de obra grátis.
  • Kit original ~R$ 228; paralelo ~R$ 100. Revisão em concessionária: R$ 150-400 cada.
  • ES (tambor+tambor, só gasolina, raiada) ou EX (disco 220mm, flex, liga leve)? EX pra quem roda mais; ES pra bolso curto urbano.
  • Consumo ~60 km/l cidade; IPVA zero em SP (125cc, pessoa física).

A moto em números

Monocilíndrica de 123,9cc, arrefecida a ar, com 9,53cv a 7.500 rpm e 1,03 kgfm de torque — números modestos que andam bem porque a moto pesa só 96 kg a seco (Honda, 2026). O câmbio é o charme: semi-automático de 4 marchas rotativo, sem manete de embreagem — reduz com o pé e pronto, o que no anda-e-para evita metade do cansaço. Corrente 420, tanque de 5 litros (1,1 de reserva), bateria 12V 5Ah, painel 100% digital com indicador de consumo e marcha, tomada USB-C e o famoso bagageiro de 33 litros sob o banco, que engole mochila e dispensa mochileiro urbano.

A linha 2025 em diante mudou de verdade: motor adequado ao Promot 5, chassi monobloco novo, freio traseiro por manete esquerda no lugar do pedal e CBS distribuindo a frenagem (Motoo, 2025). Preços sugeridos sem frete: ES R$ 12.850 (só gasolina), EX R$ 16.030 (flex); no site da Honda os PPS aparecem em R$ 13.505 e R$ 16.840, e a FIPE de rua roda acima — declare sempre as duas referências ao comparar.

Scooter retrô em rua urbana de dia
Foto: Pexels
Biz 125: preço por versão (R$) PPS sem frete; rua segue FIPE, acima 12.850 16.030 ~19.653 ES PPS EX PPS EX FIPE
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Preços sugeridos vs rua. Fontes: Honda, RevistaCars, Exame/Fenabrave 2025-2026.

Tabela de revisões: parada por parada

O plano oficial trabalha com paradas curtas e frequentes, típicas de motoneta urbana. Pela documentação de referência: primeira aos 1.000 km, depois verificações e ajustes a cada 4.000 km — linha de combustível, acelerador, filtro de ar (limpeza), respiro, vela (verificação), folga de válvulas, óleo (troca) e marcha lenta. Trocas programadas: vela aos 8.000 km, filtro de ar e limpeza de tela e centrífugo de óleo aos 12.000 km. Fluido de freio por km ou a cada 2 anos, conforme o manual do ano — e vale a regra da casa: use a tabela do manual da sua Biz, porque intervalos mudam entre gerações (a tabela antiga de 4.000 km não é a mesma das 2025+).

Entre paradas, a rotina é a mesma de toda moto: corrente limpa e lubrificada a cada 500 km, calibragem semanal, nível de óleo no ponto do manual. A Biz perdoa muito, menos abandono: óleo velho em motor pequeno de giro alto cobra em desgaste acelerado. As duas primeiras revisões têm mão de obra grátis na rede, mas gratuidade não é bagunça: carimbe o manual, guarde as ordens de serviço e cumpra os prazos, porque garantia de fábrica exige revisão feita e comprovada. Perdeu o prazo da gratuita por preguiça e o motor reclamar depois? A briga é sua, e você perde. Peça sempre a devolução das peças trocadas e a lista assinada do que foi verificado, item por item da tabela — oficina séria entrega sem você pedir duas vezes — direito seu, use com o manual na mão (Honda Pós-Vendas).

Peças e códigos: o que comprar sem erro

Óleo 10W-30 (0,9 L por troca; 1,1 L total), vela NGK CPR6EA-9, filtro de ar, filtro de combustível e kit de junta: o kit original da concessionária com esses itens sai por R$ 227,64, ou R$ 216 à vista (Moto Clube Honda, 2026). O paralelo equivalente (óleo Motul 10W-30 + filtros + vela NGK) gira em R$ 99 a R$ 110 (Italia Ricambi, 2026). Pneus: 70/90-17 na frente, 80/100-14 atrás — e atenção na EX vs ES: a ES usa raiada com câmara, a EX liga leve sem câmara, o que muda pneu, reparo e preço.

Minha regra de peça, depois de anos comparando nota: original em vela e filtros quando a diferença é pequena, paralelo de marca conhecida em óleo de especificação exatamente igual — e desconfiança automática de qualquer peça sem marca a preço de banana, porque economia na peça crítica vira gasto na oficina. E kit vencido na prateleira não é economia: confira validade e lacre, porque filtro velho e óleo oxidado protegem mal.

Scooter clássica em rua de paralelepípedo
Foto: Pexels
Kit de revisão Biz 125 (R$) Óleo + vela + filtro de ar + junta, 2026 ~228 ~100 Original Paralelo
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Ofertas datadas de loja BR. Fontes: Moto Clube Honda e Italia Ricambi, 2026.

Uso severo: entrega e ladeira antecipam tudo

Biz em entrega ou em cidade de morro vive em uso severo: motor sempre quente, freio o dia todo, suspensão castigada, poeira e chuva revezando. Nesse regime, os intervalos do manual viram teto, não piso — óleo e verificações com mais frequência, corrente e freios em vigilância semanal, pneu calibrado sem falta. O kit do entregador trata da moto de trabalho como ela é; esta ficha dá os números, o kit dá a rotina. Quem roda 3 mil km por mês faz em um trimestre as revisões que o manual distribui no ano — planeje o orçamento assim desde o primeiro mês e a Biz retribui com disponibilidade total.

ES ou EX: o duelo que decide a compra

ES: tambor nas duas rodas (130 mm), só gasolina, rodas raiadas com câmara, painel digital simples. EX: disco de 220 mm na frente com CBS, flex, rodas de liga sem câmara, painel blackout com consumo e marcha, USB-C. A diferença de preço sugerido gira em R$ 3.180 — e ela se paga pra quem roda: disco freia melhor na chuva, flex escolhe o combustível barato do dia, sem câmara fura menos e repara na rua, liga leve aguenta mais.

Pra bolso curto e uso leve de bairro, a ES resolve com revisão mais barata. Pra entrega, deslocamento diário longo ou estrada curta eventual, a EX é a resposta — e a conta aparece no consumo: a flex bebe etanol com sede (33-36 km/l) e rende na gasolina (47-62,8 km/l cidade conforme fonte e método). Na dúvida, simule os dois combustíveis no preço do seu posto antes de assinar: divida o preço do etanol pelo da gasolina e só abasteça no álcool se o resultado ficar abaixo de 0,70. Acima disso, a gasolina rende mais por real mesmo custando mais por litro — e a conta muda a cada semana, então recalcule no posto, não na memória.

Consumo e autonomia: o tanque de 5 litros

Com ~60 km/l na gasolina em uso urbano típico e 5 litros no tanque, a conta dá 300 km de autonomia — semana inteira de bairro sem ver posto (RevistaCars, 2025; Motoo, 2025). No etanol, caia pra 33-36 km/l e recalcule: flex só vale quando o preço do álcool está abaixo de 70% da gasolina, regra antiga que continua valendo. Reserva de 1,1 L é aviso, não plano: com o tanque na reserva em SP, o próximo posto é agora, não depois.

Motoneta amarela em rua de paralelepípedo
Foto: Pexels
Biz 125: consumo cidade (km/l) Faixa conforme fonte e método 47-63 33-36 Gasolina Etanol
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Faixas urbanas 2025-2026. Fontes: Honda, Inmetro via imprensa, revistas.

Custo anual: a conta fechada

Revisões entre R$ 150 e R$ 400 cada na rede, manutenção anual de desgaste em torno de R$ 700 sem contar combustível (Perfil, 2026). Combustível: a 60 km/l e 500 km por mês, são ~8 litros mensais — faça a conta no preço do seu posto. IPVA zero em SP (125cc de pessoa física, isenção 2026) mais licenciamento anual. Pneu, relação e pastilha entram pelo uso, com a mesma rotina das outras fichas: corrente a cada 500 km, calibragem semanal, vela e filtros na tabela.

Se a conta de 125 cc apertar no uso — garupa frequente, rodovia, bagagem —, o degrau natural dentro do mesmo formato é a ficha de revisão do PCX 160 , que troca a corrente pela correia do CVT e muda a lista de peças.

Na comparação com a CG, a Biz gasta menos combustível e pneu, custa menos revisão e carrega menos — 33 litros sob o banco resolvem compra e mochila, mas não entrega pesada. Pra cidade, o custo por km dela está entre os menores do país; a calculadora fecha o seu número com seus preços.

Perguntas frequentes

De quantos em quantos km reviso a Biz 125?

Primeira aos 1.000 km e verificações a cada 4.000 km pela documentação de referência, com trocas programadas de vela, filtros e fluidos nos marcos da tabela — sempre com o manual do ano da sua Biz por cima.

Quanto custa a revisão da Biz?

Kit de peças R$ 100-228 conforme original ou paralelo; mão de obra de rede R$ 150-400 por revisão, com as 2 primeiras grátis. Manutenção anual de desgaste em torno de R$ 700 sem combustível.

ES ou EX: qual comprar?

ES pra bolso curto urbano (tambor+tambor, gasolina, raiada). EX pra quem roda mais (disco 220mm com CBS, flex, liga sem câmara, painel completo). A diferença sugerida gira em R$ 3.180.

Qual óleo e vela da Biz 125?

Óleo 10W-30 (0,9 L por troca) e vela NGK CPR6EA-9. Nível de óleo verificado com frequência — motor pequeno bebe descuido rápido.

Quanto a Biz faz por litro?

Faixa urbana de 47 a 63 km/l na gasolina e 33 a 36 no etanol, conforme fonte e método; tanque de 5 L rende ~300 km na gasolina.

Biz paga IPVA?

Em SP, não: 125cc de pessoa física entra na isenção de 2026. Licenciamento anual continua obrigatório em todo estado.

Biz usada: o que checar antes de fechar?

Histórico de revisões carimbado, km coerente com o estado (pedal e banco contam a verdade), fumaça na partida fria, folga na corrente, freios e suspensão testados andando, e Renavam sem débito nem restrição. Usada sem histórico pede desconto de uma revisão completa imediata: óleo, vela, filtros, fluidos, freios e relação conferida no primeiro dia, com nota de tudo que foi feito pra começar seu próprio histórico do zero.

Já tenho CNH B e quero uma Biz: serve pra aprender?

Serve muito: sem embreagem, leve, baixa e econômica — e com a CNH A mais barata, a porta de entrada ficou ainda menor.

Fechou a ficha? Feche o plano

O caminho cabe em três marcas: manual do ano na mão desde a entrega, kit datado no preço certo a cada parada, ES ou EX decidida pelo uso real e não pelo impulso do pátio. Some a isso a regra de ouro das pequenas: óleo e corrente em dia valem mais que qualquer acessório, porque motor pequeno perdoa pouco e cobra caro quando cobra. Biz é moto de conta pequena e rotina simples, feita pra quem quer rodar sem pensar em mecânica todo dia — e rotina simples cumprida vale mais que revisão cara adiada.

O próximo passo é a ficha da NXR 160 Bros, pra quem precisa de suspensão e altura. E o custo por km converte esta ficha no seu número mensal.

O que mudou (changelog)

  • 2026-09-07: publicação. Dados 2025-2026 com PPS sem frete e FIPE declarados; intervalos pela documentação de referência com ordem de conferir o manual do ano; consumo como faixa por fonte e método.