Ficha de revisão: XRE 300 (intervalos, peças, custo datado)
Tabela de revisão da XRE 300 com intervalos, peças e custo datado: óleo 10W-30, 1.000→36.000 km, Standard/Rally/Adventure, consumo e garantia de 3 anos.
Publicado Atualizado Manutenção
10 min de leituraPor Sergio Arantes

A XRE 300 Sahara é a trail média do Brasil — acima da Bros, abaixo das 500 — e a resposta pra dona dela é esta: revisão de 1.000 a 36.000 km com óleo 10W-30 e itens programados por parada, garantia de 3 anos sem limite de quilometragem com óleo grátis da 3ª revisão em diante nas 7 revisões do programa, e 3 versões entre R$ 30,4 mil e R$ 32,8 mil sem frete nem taxas. Motor de 293,5cc com 25,2cv no etanol, 6 marchas com sexta de cruzeiro, tanque de 13,8 L e consumo real na casa dos 30 km/l.
Esta ficha segue o formato da casa (CG 160, Bros 160, Biz 125) e alimenta a mesma Tabela viva: a moto em números com ficha técnica completa, a tabela oficial parada por parada com códigos de kit, as peças do manual do proprietário com medidas, as 3 versões com preço PPS e FIPE, o consumo com autonomia calculada e a conta final com garantia, seguro e IPVA dentro. O método de revisão está no manual de manutenção.
O que se leva
- Sahara 2026: Standard ~R$ 30,4-31 mil, Rally ~R$ 31-31,7 mil, Adventure ~R$ 32,1-32,8 mil (PPS sem frete; rua segue FIPE, acima).
- Garantia de 3 anos sem limite de km + óleo grátis da 3ª revisão em diante (7 revisões); revisões a cada 6.000 km ou 6 meses.
- Tabela oficial: 1.000 → 36.000 km com óleo 10W-30 (1,5 L), filtros, vela e fluidos programados (válida até 31/07/2025 — confirme a atual).
- Pressão 22/22/29 PSI; bateria DTZ6 5Ah; DOT4; carga máxima 159 kg; bagageiro 7 kg.
- Consumo ~28-34,5 km/l; IPVA de 300cc paga alíquota cheia em SP (sem isenção dos 180cc).
A moto em números
Monocilíndrica OHC de 293,5cc, arrefecida a ar, FlexOne: 24,8cv na gasolina e 25,2cv no etanol a 7.500 rpm, com 2,70 e 2,74 kgfm a 5.750 rpm. Câmbio de 6 marchas com sexta de cruzeiro que baixa o giro em estrada, tanque de 13,8 L (2,6 de reserva), chassi berço semiduplo derivado da CRF 250F, garfo de 245 mm, Pro-Link de 225 mm com pré-carga ajustável em 7 níveis, aro 21/18 (90/90-21 e 120/80-18), 269 mm de solo, assento a 859 mm e 147 kg a seco (149 na Adventure). Freios ABS de 2 canais em discos de 256/220 mm com ESS (pisca-alerta em frenagem brusca), painel blackout com marcha, USB-C, LED e chave com HISS (Honda; Motoo, 2026).
Entre as trails mais emplacadas do país, dominando o segmento médio: frota crescente, peça disponível, revenda aquecida.

Tabela de revisões: 1.000 → 36.000 km
A tabela oficial da rede organiza assim (documento válido até 31/07/2025 — confirme a vigente na concessionária): 1.000 km com troca de óleo 1,5 L, arruela do dreno, filtro de óleo e óleo de corrente; 6.000 km com juntas e vedações programadas mais óleo; 12.000 km somando filtro de combustível e itens de fixação; 18.000 km com filtro de ar, óleo ATF e retentores; 24.000 km repetindo os 12.000; 30.000 km repetindo os 6.000; 36.000 km repetindo os 12.000 com filtro de ar e ATF (Motoparts Honda, 2025). Acima disso, a lógica recomeça do zero com a moto já rodada: quem chega aos 36 mil com histórico completo conhece cada parafuso da moto e negocia usada com autoridade — e as 2 primeiras mãos de obra são grátis, com óleo grátis da 3ª em diante nas 7 revisões do programa.
Entre paradas, trail de verdade pede o protocolo de terra sem falta: corrente e calibragem em vigilância, filtro inspecionado a cada saída longa, reaperto geral com frequência dobrada. E a ordem da casa: manual do ano da sua Sahara por cima de qualquer tabela copiada, porque detalhe muda entre gerações.
Peças e códigos: o manual do proprietário
Óleo 10W-30 SL JASO MA: 1,5 L na drenagem, 1,6 L com filtro, 2,0 L na desmontagem. Pressão: 22 PSI na frente, 22 atrás solo e 29 atrás com garupa. Bateria DTZ6 12V 5Ah. Fluido DOT4. Fusível principal 20A. Pneus 90/90-21 e 120/80-18. Carga máxima 159 kg contando piloto, garupa, bagagem e acessórios — com bagageiro limitado a 7 kg (manual do proprietário via OnlyCars, 2026). Guarde esses números decorados porque a blitz e a física cobram igual: 159 kg no total proíbem garupa pesado com bagagem cheia e acessório pendurado, e 7 kg no bagageiro proíbem baú lotado de ferramenta e tralha. Excesso de carga em trail alta muda frenagem, suspensão e estabilidade de um jeito que se sente na primeira curva fechada — e sente mal.
Bros ou XRE: quando subir de trail
A Bros 160 resolve cidade, terra leve e bolso: 125 kg, 836 mm de assento, peça barata em qualquer esquina. A XRE entrega 11cv a mais, 6ª marcha, 22 kg a mais, 23 mm a mais de assento e conta proporcionalmente maior em tudo — compra, peça, pneu, seguro, IPVA cheio. Suba quando a Bros limitar de verdade: estrada com garupa e bagagem, terra pesada frequente, cruzeiro que pede sexta marcha. Subir por status e rodar igual é pagar trail pra usar como CG: a moto aguenta, o bolso reclama em cada revisão.
Altura: 859 mm não perdoam perna curta
Com 859 mm de assento e 147 kg, a XRE parada exige os dois pés firmes ou um pé muito firme: teste antes de fechar, com garupa e com bagagem simulada, em manobra lenta de estacionamento — é ali que trail alta derruba dono novo. Bota com solado alto ajuda centímetros honestos; rebaixar suspensão sem critério estraga geometria e garantia. Piloto baixo adapta com técnica (uma perna só no chão, manobra andando ao lado), nunca com gambiarra.
Standard, Rally ou Adventure: o que muda
Mecânica igual nas três; a diferença é acabamento e proteção. Standard (cinza): a porta de entrada urbana. Rally (vermelha tricolor): visual esportivo. Adventure (bege fosco): protetor de carenagem em aço, protetor de cárter e para-brisa alto — de série o que nas outras é opcional. A diferença de ~R$ 1,7 mil entre Standard e Adventure se paga sozinha na primeira queda boba em estacionamento e no primeiro trecho longo de vento contra: proteção e para-brisa que viriam depois, já instalados e no financiamento. FIPE de abril/26 rodava em 35,5/36,9/37,1 mil — rua acima do sugerido, como sempre.

Consumo e autonomia: 13,8 litros pra quanto?
Faixa de 28 a 34,5 km/l conforme fonte e uso (cidade ~34,5, estrada ~33,1 na gasolina; média geral ~28). A 30 km/l, os 13,8 L rendem ~415 km; a 34, ~470 km. Reserva de 2,6 L é aviso de verdade em terra sem posto: abasteça na metade quando o mapa mostra vazio. Flex segue os 70%. Velocidade máxima de ~160 km/h existe no papel; na prática de trail carregada, cruzeiro honesto gira bem abaixo — e o motor agradece em durabilidade.

Usada: trail conta a vida no chassi
Berço semiduplo com trinca ou solda refeita reprova na hora; garfo vazando, Pro-Link batendo no fim e roda 21/18 empenada denunciam trilha pesada sem manutenção. Motor frio sem fumaça, elétrica completa (painel, LED, USB, ESS, ABS com luz apagando após partida), corrente e relação no começo ou no fim com preço refletindo. Renavam limpo e revisões carimbadas valem ouro em trail, porque terra esconde bem: lama em canto impossível, protetor moído e pedal torto contam a história que o anúncio esconde. Sem histórico, desconte revisão completa imediata — óleo, filtros, vela, fluidos, freios e relação no primeiro dia.
Seguro: nesta faixa, conta obrigatória
Com FIPE acima de R$ 35 mil, a XRE mora na faixa onde roubo dói de verdade: cotação antes de fechar negócio, com cobertura compreendida (roubo, colisão, terceiros) e franquia cabendo no bolso. Rastreador com seguro junto barateia; garagem fechada barateia mais. Some o seguro anual na conta da ficha antes de assinar: moto de 35 mil sem seguro é loteria com parcela mensal, e o prêmio se paga na primeira estatística que te alcançar.
Garantia e custo anual: 3 anos sem susto
3 anos sem limite de km cobrem defeito com revisão em dia — e o óleo grátis da 3ª em diante abate 7 trocas da conta de 3 anos. Some revisão de rede na faixa das fichas maiores (peça de 300 custa mais que de 160 em tudo: pneu 21/18, relação reforçada, pastilha maior), IPVA cheio em SP (293,5cc fora da isenção dos 180cc, guia de IPVA) mais licenciamento, e seguro que nesta faixa deixa de ser opcional moral: trail de R$ 35 mil na rua sem seguro é aposta, não economia. Pra viagem com terra no roteiro, a XRE é a porta de entrada das trails de verdade — e a calculadora fecha seu número com seus preços.
Perguntas frequentes
De quantos em quantos km reviso a XRE 300?
Primeira aos 1.000 km e marcos da tabela oficial até 36.000 km (válida até 31/07/2025 — confirme a vigente), com lógica repetida acima disso e ordem permanente pro manual do ano.
Quanto custa manter?
Revisão de rede na faixa das 300, com 2 primeiras mãos de obra grátis e óleo grátis da 3ª em diante em 7 revisões. Peça e pneu de trail custam mais que os de rua — planeje proporcional.
Standard, Rally ou Adventure?
Mecânica igual; Adventure com proteção e para-brisa de série por ~R$ 1,7 mil a mais. Quem cai bobo ou viaja com vento paga a diferença no primeiro ano.
Qual óleo, pressão e bateria?
10W-30 SL JASO MA (1,5 L), 22/22/29 PSI, bateria DTZ6 5Ah, DOT4, carga máxima 159 kg com bagageiro em 7 kg.
Quanto a XRE faz por litro?
Faixa de 28-34,5 km/l (cidade ~34,5, estrada ~33,1 na gasolina). Tanque de 13,8 L rende ~386-476 km na teoria.
2027 muda o quê?
Mecânica mantida, com foco em segurança, tecnologia e ciclística, e preços PPS em 31.855/32.555/33.665 — evolução, não revolução. Quem compra 2026 em promoção leva a mesma moto por menos; quem espera a 2027 paga a novidade. A ficha segue válida com ajuste de preço.
XRE paga IPVA em SP?
Paga cheio: 293,5cc fora da isenção dos 180cc. Alíquota de moto sobre o venal, mais licenciamento anual.
Já tenho CNH B e quero trail média: XRE serve pra começar?
Serve com ressalva: 859 mm de assento e 147 kg pedem perna e experiência — com a CNH A nova, evolua da 160 antes de subir, e teste os pés no chão antes de fechar.
Fechou a ficha? Feche o tamanho
O caminho cabe em três marcas repetidas a cada parada: manual do ano obedecido sem alongar, versão escolhida pela proteção que você usa de verdade (não pela cor), e garantia de 3 anos aproveitada com revisão em dia e carimbada. XRE é moto de caminho longo com terra no meio, feita pra quem mede a semana em estrada de chão e asfalto misturados com conta proporcional: quem planeja os 3 anos no dia da compra nunca toma susto no dia da revisão. XRE é moto de caminho longo com terra no meio, feita pra quem mede a semana em estrada de chão e asfalto misturados — e caminho longo com terra no meio se faz com revisão em dia, pneu certo pro piso e carga rigorosamente nos limites.
O próximo passo é a CB 300F Twister, pra quem quer os mesmos 300cc com vocação total de asfalto. E o kit relação merece atenção dobrada aqui desde o primeiro dia: terra e torque cobram transmissão sem desconto.
O que mudou (changelog)
- 2026-09-07: publicação. Tabela oficial com vigência declarada; PPS sem frete + FIPE + rua; consumo como faixa por fonte.